Mordomia

Mordomia
Por Martin Scott, 03 de Outubro de 2009
Vou tentar trabalhar a partir do fim. Eu sugiro que há uma “riqueza” em cada nação: os reis da terra irão levar suas riquezas para a Nova Jerusalém. Essa riqueza não pertence hereditariamente ao ‘rei’ ou às pessoas. As pessoas devem administrar a riqueza. Para descobri-la, desenvolve-la e então trazer “através” do reino vindouro.
Pureza étnica não é a qualificação primária para a mordomia. A genealogia de Jesus em Mateus demonstra que, mesmo para ser judeu, não é, primariamente, uma questão de sangue. Raabe, a prostituta, a esposa de Urias, o Hitita, Rute, a moabita; todos ganham menção aqui. Por isso, com relação à mordomia os habitantes originais – o povo da primeira nação – não são os únicos mordomos da terra.
Em Israel, houve espaço para aqueles que estavam ás margens, que não teriam uma herança na terra, se não fosse a graciosa lei de Deus dando-os um lugar. Israel teve de se comportar de uma maneira que era uma lembrança de sua própria condição anterior como escravos: sem terra e sem estado.
O nacionalismo diz “te mantemos afastado, essa é nossa terra”; o colonialismo diz “nós somos superiores e tomaremos o que quer quisermos”; a mordomia compreende que devemos administrar para Deus e aquele que virão e nos ajudarão – a despeito de questões étnicas – serão bem vindos para trabalhar lado a lado conosco.
Isso me levou a sugerir que haverá, pelo menos, três tipos de pessoas que estarão envolvidas nessa mordomia:
Aqueles que nasceram na terra – e como ponto central disso a conexão com os habitantes originais/ o povo da primeira-nação será chave;
Aqueles que têm uma herança lá em gerações passadas, mas que se mudaram. Eles podem ter perdido a conexão através de pecado ou falha familiar, ou por terem até pecado contra. Entretanto, devemos esperar uma temporada de filhos/filhas retornando às raízes – mesmo que seja uma raiz de várias gerações passadas. Mesmo quando há um hiato de gerações, chamados e unções antigas podem ser reconectadas – e eu creio que muitos chamados antigos foram usados erroneamente, mas ainda assim costumam servir como uma conexão redimida para eles.
Aqueles que não têm conexão sanguínea, mas estão sendo chamados para administrar lado a lado com os dois grupos de pessoas citados acima. Deus moverá as pessoas através de fronteiras, que estiverem dispostas a se envolverem dentro de uma nova formatação em prol do propósito da mordomia.
Onde a mordomia não acontecer, eu creio que veremos um movimento maior de pessoas (chamado de ‘problemas de imigração’ em nosso tempo!!). O mundo ocidental está na berlinda. A mordomia entende a ordem de plantar e colher. Muitas economias ocidentais estão baseadas em emprestar do futuro e trazer para hoje – que é a ordem reversa. Logo, a próxima década verá a propriedade da terra/riqueza mudar das nações. Os antigos poderes coloniais poderão viver para ver que o que foi semeado em outros campos voltando para assombrá-los.
Eu vejo o colonialismo como uma mentalidade “vamos consumir tudo!” e Nacionalismo como um “vamos consumir, mas sem esquecer de valorizar o que temos”. Para mim, mesmo que haja um discurso bonito, ambos querem consumir a terra – pelo menos é assim que vejo o que se passa no Brasil. De qualquer forma, as três posturas podem ser praticadas independentemente da nacionalidade/origem da pessoa, se trata de uma questão de modo de pensar.
Inicialmente considerei mordomia como “mantenedores dos tesouros do Senhor”. Como liberados para usar, mas, acima disso, responsáveis por cuidar. E cuidam não por causa de seu próprio futuro, mas por causa do Senhor da terra.
Depois disso fui ver o que na Bíblia dizia sobre Mordomia e encontrei a passagem de Lucas 12:42-48 (também em Mat 24:45-51). A parábola fala que o mordomo cuida, não por saber quem é o dono das terras, mas porque está prestes a voltar e Ele vai querer tudo em ordem e, por isso, o mordomo fica de vigília.
Pelo texto vê-se que o mordomo é apenas um servo com uma responsabilidade diferenciada e, com relação aos outros servos, tem a incumbência de dar-lhes comida no tempo devido, mas caso o Senhor retorne e encontre as coisas fora de ordem todos os que permitiram a desordem sofreriam pela falha. Logo, não é um título, mas tomar a responsabilidade para cuidar e servir.
Interessante que o mesmo texto pode ser facilmente aplicado num contexto de liderança: é uma condição temporária para fins específicos e prazo determinado. Apenas gerenciam, não possuem.
Vejo como uma abordagem parecida com a de 2Cor 5:20. Embaixadores ou mordomos, nosso poder é representativo e visa a manutenção/preservação. (Entraria aqui uma expectativa “multiplicação” tal como esperada em Mat 25:15-?)
Atenção. Vigilância. Cuidado. Preparação. É isso o que se espera do mordomo e o não cumprimento o levará a um domínio ‘colonialista’, pois a Escritura fala de que ele passa a comer, beber e maltratar os outros servos (Luk 12:45).
É isso que diria nesse momento após esses dois blogs sobre mordomia.

Por Martin Scott, 03 de Outubro de 2009

Vou tentar trabalhar a partir do fim. Eu sugiro que há uma “riqueza” em cada nação: os reis da terra irão levar suas riquezas para a Nova Jerusalém. Essa riqueza não pertence hereditariamente ao ‘rei’ ou às pessoas. As pessoas devem administrar a riqueza. Para descobri-la, desenvolve-la e então trazer “através” do reino vindouro.

Pureza étnica não é a qualificação primária para a mordomia. A genealogia de Jesus em Mateus demonstra que, mesmo para ser judeu, não é, primariamente, uma questão de sangue. Raabe, a prostituta, a esposa de Urias, o Hitita, Rute, a moabita; todos ganham menção aqui. Por isso, com relação à mordomia os habitantes originais – o povo da primeira nação – não são os únicos mordomos da terra.

Em Israel, houve espaço para aqueles que estavam ás margens, que não teriam uma herança na terra, se não fosse a graciosa lei de Deus dando-os um lugar. Israel teve de se comportar de uma maneira que era uma lembrança de sua própria condição anterior como escravos: sem terra e sem estado.

O nacionalismo diz “te mantemos afastado, essa é nossa terra”; o colonialismo diz “nós somos superiores e tomaremos o que quer quisermos”; a mordomia compreende que devemos administrar para Deus e aquele que virão e nos ajudarão – a despeito de questões étnicas – serão bem vindos para trabalhar lado a lado conosco.

Isso me levou a sugerir que haverá, pelo menos, três tipos de pessoas que estarão envolvidas nessa mordomia:

  • Aqueles que nasceram na terra – e como ponto central disso a conexão com os habitantes originais/ o povo da primeira-nação será chave;
  • Aqueles que têm uma herança lá em gerações passadas, mas que se mudaram. Eles podem ter perdido a conexão através de pecado ou falha familiar, ou por terem até pecado contra. Entretanto, devemos esperar uma temporada de filhos/filhas retornando às raízes – mesmo que seja uma raiz de várias gerações passadas. Mesmo quando há um hiato de gerações, chamados e unções antigas podem ser reconectadas – e eu creio que muitos chamados antigos foram usados erroneamente, mas ainda assim costumam servir como uma conexão redimida para eles.
  • Aqueles que não têm conexão sanguínea, mas estão sendo chamados para administrar lado a lado com os dois grupos de pessoas citados acima. Deus moverá as pessoas através de fronteiras, que estiverem dispostas a se envolverem dentro de uma nova formatação em prol do propósito da mordomia.

Onde a mordomia não acontecer, eu creio que veremos um movimento maior de pessoas (chamado de ‘problemas de imigração’ em nosso tempo!!). O mundo ocidental está na berlinda. A mordomia entende a ordem de plantar e colher. Muitas economias ocidentais estão baseadas em emprestar do futuro e trazer para hoje – que é a ordem reversa. Logo, a próxima década verá a propriedade da terra/riqueza mudar das nações. Os antigos poderes coloniais poderão viver para ver que o que foi semeado em outros campos voltando para assombrá-los.

Eu vejo o colonialismo como uma mentalidade “vamos consumir tudo!” e Nacionalismo como um “vamos consumir, mas sem esquecer de valorizar o que temos”. Para mim, mesmo que haja um discurso bonito, ambos querem consumir a terra – pelo menos é assim que vejo o que se passa no Brasil. De qualquer forma, as três posturas podem ser praticadas independentemente da nacionalidade/origem da pessoa, se trata de uma questão de modo de pensar.

Inicialmente considerei mordomia como “mantenedores dos tesouros do Senhor”. Como liberados para usar, mas, acima disso, responsáveis por cuidar. E cuidam não por causa de seu próprio futuro, mas por causa do Senhor da terra.

Depois disso fui ver o que na Bíblia dizia sobre Mordomia e encontrei a passagem de Lucas 12:42-48 (também em Mat 24:45-51). A parábola fala que o mordomo cuida, não por saber quem é o dono das terras, mas porque está prestes a voltar e Ele vai querer tudo em ordem e, por isso, o mordomo fica de vigília.

Pelo texto vê-se que o mordomo é apenas um servo com uma responsabilidade diferenciada e, com relação aos outros servos, tem a incumbência de dar-lhes comida no tempo devido, mas caso o Senhor retorne e encontre as coisas fora de ordem todos os que permitiram a desordem sofreriam pela falha. Logo, não é um título, mas tomar a responsabilidade para cuidar e servir.

Interessante que o mesmo texto pode ser facilmente aplicado num contexto de liderança: é uma condição temporária para fins específicos e prazo determinado. Apenas gerenciam, não possuem.

Vejo como uma abordagem parecida com a de 2Cor 5:20. Embaixadores ou mordomos, nosso poder é representativo e visa a manutenção/preservação. (Entraria aqui uma expectativa “multiplicação” tal como esperada em Mat 25:15-?)

Atenção. Vigilância. Cuidado. Preparação. É isso o que se espera do mordomo e o não cumprimento o levará a um domínio ‘colonialista’, pois a Escritura fala de que ele passa a comer, beber e maltratar os outros servos (Luk 12:45).

É isso que diria nesse momento após esses dois blogs sobre mordomia.

(Jonatas)

Colonialismo, nacionalismo e mordomia

Por Martin Scott, 30 de Setembro de 2009
Eis um primeiro (e pequeno) texto sobre Mordomia sobre a terra – em oposição ao nacionalismo e outras alternativas.
Colonialismo é uma tragédia. Muitos danos já foram causados (por exemplo) na África através do colonialismo. Além da óbvia complicação, o bem também foi feito – obra missionária em particular, educação… mas os danos causados estão para serem vistos.
No colonialismo há uma atitude de que “nós temos direito sobre o que é seu, como sendo superiores”. Isso associado a um completo desrespeito com os limites – e o que a Escritura trata sobre limites? [E o fazem sem qualquer pagamento justo pela terra - até Abraão, na terra prometida por Deus, insistiu no pagamento pela sua entrada na terra ao comprar um túmulo para Sara.]
Nacionalismo é o normal – e, em partes, uma resposta saudável ao colonialismo. Baseia-se numa resposta oposta. “Isso é nosso e a defenderemos contra qualquer um que vier para essa terra.” Isso pode se tornar mais forte ainda e entrar num patriotismo que se tornará perigoso, correndo risco de substituir o Deus da Terra por um país deificado. [Eu compreendo que é uma área difícil - como honramos aqueles que deram suas vidas para preservar a liberdade, mesmo em retrospectiva nós temos de ver "liberdade" de uma maneira um tanto diferente.]
Entretanto, tanto colonialismo quanto nacionalismo empobrecem um país. Ambos são incapazes de liberar riqueza numa terra.
Então me deixe sugerir que há um terceiro aspecto – mordomia.
Hesito em pontuar sobre isso, mas: em poucos dias tudo será revelado. [Ou seja, alguns pensamentos aleatórios que atualmente tenho.]

Por Martin Scott, 30 de Setembro de 2009

Eis um primeiro (e pequeno) texto sobre Mordomia sobre a terra – em oposição ao nacionalismo e outras alternativas.

Colonialismo é uma tragédia. Muitos danos já foram causados (por exemplo) na África através do colonialismo. Além da óbvia complicação, o bem também foi feito – obra missionária em particular, educação… mas os danos causados estão para serem vistos.

No colonialismo há uma atitude de que “nós temos direito sobre o que é seu, como sendo superiores”. Isso associado a um completo desrespeito com os limites – e o que a Escritura trata sobre limites? [E o fazem sem qualquer pagamento justo pela terra - até Abraão, na terra prometida por Deus, insistiu no pagamento pela sua entrada na terra ao comprar um túmulo para Sara.]

Nacionalismo é o normal – e, em partes, uma resposta saudável ao colonialismo. Baseia-se numa resposta oposta. “Isso é nosso e a defenderemos contra qualquer um que vier para essa terra.” Isso pode se tornar mais forte ainda e entrar num patriotismo que se tornará perigoso, correndo risco de substituir o Deus da Terra por um país deificado. [Eu compreendo que é uma área difícil - como honramos aqueles que deram suas vidas para preservar a liberdade, mesmo em retrospectiva nós temos de ver "liberdade" de uma maneira um tanto diferente.]

Entretanto, tanto colonialismo quanto nacionalismo empobrecem um país. Ambos são incapazes de liberar riqueza numa terra.

Então me deixe sugerir que há um terceiro aspecto – mordomia.

Hesito em pontuar sobre isso, mas: em poucos dias tudo será revelado. [Ou seja, alguns pensamentos aleatórios que atualmente tenho.]

Mateus 18 – Sem Legalismo, por favor

(por Martin Scott em 30 de Julho de 2009)

Jesus deixou leis ou um estilo de vida para seguir? Acho que a última. Um dos grandes perigos em seguir a letra do que é dito é que reduzimos a uma lei, então podemos encorajar hipocrisia a tal ponto que não pareça que estamos pecando. Nós também podemos estar entre aqueles que decidem o que é pecado, sempre tentando nos desculpar mesmos. Como escrevi alguns dias atrás – Deus permite que a ofensa venha para que nos revele o que está em nossos corações.

Entretanto, negligenciar essa passagem não é solução para o legalismo. Temos levar a sério as palavras de Jesus. Então o que estou concluindo?

  • Relacionamentos significantes e compromissados devem ser buscados;
  • Fidelidade é um valor muito alto no reino de Deus;
  • Arrogância não tem espaço, pois nós temos de viver em humildade buscando restaurar os relacionamentos o máximo possível;
  • Quando ofendidos, precisamos também sondar o que se passar em nossos próprios corações;
  • Nós também poderemos ter que pegar os pecados de nossos irmãos / irmãs e se pôr na brecha num nível prático.

As cortes devem ser um ultimo recurso caso sigamos os ensinos de Jesus. (Gosto também de que se formos seguir Mateus 18, o conselho final será – você terá que ir à corte. Esse seria o caso, eu acho, em situações como procedimento de divórcio – mas se o que é anterior a Mateus 18 tiver sido seguido.)

O desafio final é, é claro, que Jesus não ensina teoria, mas chamou um povo para segui-lo. Então, aqui, eu tenho que perguntar o que essa inquietante Escritura requer de mim hoje.

Mateus 18 – Minha Família?

(por Martin Scott em 29 de Julho de 2009)

Pegando o comentário final de ontem… quão radical é o evangelho. Deixe-me passar um cenário. O ponto de levar à corte dos coríntios (ou de hoje) poderia envolver muito bem mais do que ofensa, mas houve algum dano a uma propriedade. OK, cenário selvagem – que tal se alguém pega emprestado um carro, não revela todos os fatos sobre sua habilitação, logo a cobertura do seguro fica inválida. Ele então se envolve num acidente que custa milhares para consertar. Há arrependimento, mas sem nenhum sinal de fazer um reembolso na prática. Legalmente, uma ação civil pode se seguir. Porém e se levarmos isso para longe do cenário da corte?

Então uma pessoa que pecou (não é tão difícil de definir nesse cenário) está arrependida, mas sem ter intenção de reembolsar, seria para a ‘igreja’ ter a responsabilidade de entrar nisso. Não me refiro a um ‘fundo central’, já que não estou pensando em centro quando uso a palavra igreja. Se formos família eu tenho responsabilidade de me colocar na brecha – arrependimento identificacional / restituição que não tenha haver com algum cenário histórico, mas um atual.

Esse foi um dos pensamentos que me agitaram quando li essa Escritura alguns dias atrás. Um grande AI.

Mateus 18 – Comunidade

(por Martin Scott em 28 de Julho de 2009)

Eu fico pensando em o quão radical Jesus queria que fosse seu povo? Paul pune os crentes coríntios por levarem uns aos outros à corte. Jesus realmente esperar que resolvêssemos tudo relacionalmente? Quantas vezes temos de ir a um irmã(o)? Quantas vezes o perdão deve se manifestar?

Há uma expectativa global de como tudo deve ser conduzido – irmã/irmão; apenas entre vocês dois; ganhe-o; etc. Nada vingativo, nada a partir de amargura, sempre buscando que o relacionamento seja restaurado.

Existe um aspecto de comunidade para isso. Tome outros para estabelecer o que realmente aconteceu, então, se necessário, leve à ‘igreja’ (meu palpite é se o contexto original de Jesus dizer isso era com seus discípulos, que isso signifique algo junto às linhas de relacionamentos relevantes).

‘Pecou contra.’ Sim, isso acontece. Quando acontece, geralmente também traz questões em nós. Ofensas virão, disse Jesus. Como reagimos às ofensas é muito importante. Tenho experimentado isso e também tenho tio que reconhecer minha imaturidade em ser ofendido, de querer que minha reputação permaneça intacta. Algumas vezes nós temos de perceber que o pecar contra nós pode ser visível, mas o jeito pecaminoso que vivemos somente é exposto quando somos ofendidos. Em tais casos não podemos perder de vista que são irmãs e irmãos.

José teve maus momentos nas mãos de seus irmãos – ele, mais tarde, viu a mão de Deus nisso.

Então, Jesus parece sim pensar que nós devemos ser capazes de resolver coisas… agora eis um pensamento. E se o pecado é reconhecido, o perdão é oferecido, mas há algo envolvido que não pode ser restaurado?

Mateus 18 – Reunidos

(por Martin Scott em 27 de Julho de 2009)

Não se esqueçam de estarem reunidos. Instrução boa e bíblica… mas o que isso significa? Ou usando o texto aqui – o que significa se reunir em seu nome?

O tamanho talvez também não importe, mas Jesus parece ter uma predisposição ao menor, o orgânico. A grande vantagem, eu acho, do menor é que deve ser mais fácil de nos reunirmos em seu nome. Nós podemos fazer uma declaração que estamos reunidos em seu nome, mas declarar isso não o torna uma realidade.

Eis umas idéias. ‘Em seu nome’ deve ser a marca de nossa identidade. Nossa identidade primária não pode ser a de pertencermos como ‘membros’ de certa igreja. Onde essa for a identidade será, crescentemente, difícil de se reunir em seu nome.

Tem de marcar o que fazemos. Um nível de honestidade deve seguir, pois foi assim que ele viveu.

Agora, existem alguns aspectos desafiadores aqui (e estou ciente de que todos estão dando passos de transição – nós não expressamos, nem iremos, o ideal [que apenas se torna um ídolo]). Pequenos, exclusivos e importantes que não reconheçam outros irmãos e irmãs como parte do corpo estão errados: isso não é reunir em seu nome. Dois amigos radicais abordaram isso de maneiras bem únicas. Um recusou se tornar membro de uma igreja onde estava trabalhando, o que significaria estar reconhecendo que havia ‘algo’ para se juntar, mas que Jesus o tinha unido ao corpo de Cristo através da salvação; o outro se afastou da comunidade que tinha sido parte, pois ele era parte do corpo de Cristo na cidade. Ele não conseguia identificar uma parte como contrária a outra – ele, é claro, não negou que havia relacionamentos significantes que precisaria nutrir.

Reunir-se consciente e adequadamente em seu nome pode significar que alguns ajuntamentos precisam acabar. Não esqueça de que se reunir pode, também, precisar ser suplementado por ‘mas certifiquem-se de parar de ajuntar-se da maneira que estão.’ Após tudo que lemos no VT a respeito das festas e sacrifícios que o Senhor instituiu.

E, algumas vezes, nós temos de parar a fim de encontrar algo diferente.

Mateus 18

(por Martin Scott em 26 de Julho de 2009)

Fiz uma leitura desafiadora da Bíblia essa manhã… apenas alguns versos de Mateus 18:15-19,

Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano.

Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu.

Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.

É uma passagem que desarma – assim como a maior parte da Bíblia, ao levantar questões que nos fazem encarar pontos ainda maiores em nossas próprias vidas e situações. Então vou publicar alguns textos na tentativa de acompanhá-los.

Concordando que essas não são as últimas palavras sobre a igreja vindas da boca de Jesus, então há algumas reflexões iniciais:

  • Igreja, para Jesus, pare ser bem dinâmica… isso conta pelo uso do termo antes de haver um igreja ‘estabelecida’ pós-Pentecoste, e a aplicação da palavra ekklesia para Israel no deserto (por exemplo Atos 7:38; seguindo o uso de ekklesia na Septuaginta). Então, o que ‘igreja’ significa para nós aqui em Mallorca?
  • Reunir-se no nome de Jesus é central para uma conexão entre céu e terra. Há ajuntamentos definidos por quem nós somos em Cristo, ou nós adicionamos todos os tipos de outras definições para nossos ajuntamentos; estamos nos reunindo porque o centro assim o diz?
  • Se nós não experimentamos a parte anterior do texto, podemos esperar qualquer nível de experiência autoritária que prometida na parte final? Se não há disciplina / fidelidade podemos esperar que a autoridade (‘o que quer que atares’ / ‘tudo que pedires’) seja real? O nível de autoridade expresso através de nós é, talvez, na medida do nível de vida vulnerável que experimentamos entre nós.

Chega por hoje… escreverei mais amanhã.

Fazendo de maneira diferente… 09

(por Martin Scott em 18 de Julho de 2009)

Eu tenho a intenção de trazer um fim a esse tema com este post. Inevitavelmente dando minha experiência de comunidade cristã e minha crença de que ‘nós/nos’ é mais central no NT do que “eu/mim” eu gostaria de encontrar comunidade. Existem comunidades reais dentro do que eu determinei ‘a construção’ de congregação, a dificuldade é que quando algo é criado então as pessoas desejam ser parte disto – e são permitidas a fazerem parte disso ou não dependendo do caso.

Tenho contato com várias pessoas que estão envolvidas nessas coisas – o problema nisto tem sido tomar o nome igreja para aplicar exclusivamente a tais configurações tem grandemente descomissionado o corpo de Cristo. Uma lógica no trabalho com tais grupos tem sido a de pensar ao mesmo tempo em duas trilhas.

Uma que está ligeiramente firme nesse momento e abrange uma grande parte do corpo de Cristo; a outra é mais uma tentativa com (algumas vezes) expressões débeis, mas à medida que as definições mais frescas se desenvolvem (e outras, talvez, desapareçam) a esperança é que venha oferecer visão e ajude a formar uma trilha de mudança. (Bem, isso era claro para mim!!! Veja o diagrama abaixo.)

Ah, para aqueles que se espantaram estou simplesmente escrevendo algo errado, por favor, leia – darei uma perspectiva sobre isso mais tarde…

Um dos grandes perigos de tudo que criamos é que essas coisas desenvolvem uma vida própria – elas nunca querem morrem. A autopreservação se torna parte de seu DNA. Isso se traduz na adaptação de uma nova linguagem, mas efetivamente mudando o significado para que possa ser tirado do centro e a plataforma se torne num ‘ide ao mundo, converta-os e traga-os para cá’. Uma entrega da vida dentro da sociedade se torna numa pilhagem da sociedade para convertê-la e manter o centro vivo.

Contudo sou muito grato pelos mus muitos amigos. Eu passei por prédio anglicano, agradecendo a Deus por eles, pois existe um lugar onde as pessoas podem expressar sua fé, e encontrar fé. Nós estivemos recentemente na catedral católica em Palma – nossa batalha não é derrubá-la. Talvez as pessoas encontrem fé ali. Nossa tarefa é (não importa qual seja esse “nós”) seguir o dedo de Deus para nós a qualquer momento.

Bem, onde esse profundo (?) post me leva? Grato pela minha história… grato, hoje, porque não temos um vácuo de presença cristã nessa área. Porém também anseio por algo mais, por uma maneira diferente de fazer as coisas. Num período de transição onde eu possa estar conectado com configurações congregacionais em alguns lugares e onde – se eu for – continuarei a tentar e pintar uma figura de tentativa de ‘outra’ trilha. Então não é buscar fortalecer a vida da congregação, mas encorajar a vida do corpo. E tentar discernir onde a linguagem e usada não significa ser catequizado e então transformado como disse acima. (Quando isso acontece, meu tempo acabou.) Irei também perceber certa medida do que possa ser visto como exílio deve aumentar. Descobrindo de forma otimista que a Babilônia não e tão hostil, que é o mundo de Deus, e que é Jerusalém, não a Babilônia, que mata os profetas. Buscando seguir a Jesus, falhando, contudo esperando que não tanto quanto hipócrita afirma.

Então, fazendo de maneira diferente? Amo a jornada até agora. Amanhã será diferente do passado, então minha aspiração é de que amanhã eu faça diferentemente de ontem… porém só chegarei lá valorizando meus ontens. Portanto a todos no corpo de Cristo eu digo para não comparar onde você está com o da pessoa próxima a você. São os guiados pelo Espírito que são os filhos de Deus. Juntos nós faremos de outra maneira amanhã.

Fazendo de maneira diferente… 08

(por Martin Scott em 17 de Julho de 2009)

Dentro ou fora? Isso é algo mais duro de escrever, pois estamos, todos, em jornadas individuais, mas como se trata de reflexões pessoais deixe-me seguir.

Em 15 de Fevereiro de 2005 um bom amigo veio com uma forte mensagem profética… ‘ não lamente estar fora da Babilônia. Você está indo para o exílio.’ (Recebi uma palavra similar por volta de 2000 sobre ser como José e ser tirado do Egito.) Então, no verão do ano seguinte eu estava numa conferência nos EUA e me virei para a pessoa que estava comigo na conferência. Eu disse, ‘Eu não estarei mais por aqui, você não será capaz de me encontrar.’ Ela disse, ‘O que você quer dizer com isso? Como Enoque?’ Ela conseguiu a resposta por si mesma cerca de 30 minutos depois – só não sei se ela entendeu. Ela começou a profetizar, ‘Você é como Ezequiel, não lamente, você está indo para a Babilônia, você está indo para o exílio…’

Então, nos mudamos para Espanha e uma das minhas analogias predominantes foi de ‘ indo para o exílio/ experimentando o exílio de José, etc.’

Fazendo de outra forma? Não, não terminei a jornada, embora eu de fato pense algumas vezes ‘que idiota, eu realmente me prendi a algo do qual poderia ter me livrado, mantive um perfil quando eu poderia ter me tornado invisível…’ Porém isso é olhar para trás. A verdadeira questão é o agora.

Muito do corpo de Cristo é configurado dentro de um padrão construído, então se iremos servir, onde será mais provável? Entretanto, gradualmente há mais e mais do corpo num padrão de criação, então há uma responsabilidade para servir lá – sim. Apenas lá? Esta é uma grande pergunta, e a resposta hoje pode não ser a resposta para amanhã.

Portanto se há qualquer responsabilidade de ser um sinal e um símbolo, como reagir?

Então fazendo de outra maneira? Tudo que eu sei é que tenho que ser visto (ou não visto) para fazer de outro jeito no futuro. É um grande desafio que me encara durante a última parte desse ano. Sou privilegiado – não estou mais na cena que estava, assim não recebi os convites que costumava. Também é verdade que é possível viajar por lugares, fazer um impacto, ser uma benção e receber convites futuros. Sendo uma benção – isso é suficiente?

Então fique comigo – existem lugares que parei de visitar, pois é melhor para eles fiquem sem mim. Há outros, talvez, que estão bem, contudo sentem falta de parte do contato. E então existem outros lugares que nestes próximos meses iremos trabalhar se quisermos trazer as coisas a um fim à medida que o contato siga. Por quê? Porque precisa haver um incremento na ênfase no investimento na igreja e em suas várias manifestações no padrão de criação.
Não, eu não tenho remorsos, eu simplesmente quero me manter movendo na jornada. Exílio – somente em certas perspectivas. Lamentos – não, não em qualquer perspectiva.

Fazendo de maneira diferente… 07

(por Martin Scott em 10 de Julho de 2009)

Tenho sido privilegiado por ser influenciado por aqueles com paixão pelo sobrenatural. Quando vim a Cristo eu li as vidas de pioneiros pentecostais: Wigglesorth, Jeffries, Branham… e vários outros. Eu compreendo que quando histórias são contadas que as histórias de ‘sucesso’ são as publicadas, mas eles trouxeram um grande impacto em mim. Eu também leio o NT e, definitivamente, havia uma correspondência entre os dois. Eu me lembro de 25 anos atrás vendo pernas crescendo, costas curadas… Desde então tenho sido abençoado ao participar em vários milagres.

O irromper sobrenatural da vida e do reino de Deus. Sem remorsos por ter insistido nisso e a despeito de desapontamentos durante o caminho eu não teria feito de outro jeito. Eu ainda tenho fome por isso.

Eu mudaria tudo? Não, no que diz respeito a jornada é exatamente o que me trouxe até esse ponto. Mas e agora? O que estou buscando?

Eu quero ser conhecido, e conhecido de uma forma que aqueles que não têm uma fé pessoas possam saber que há uma fonte de vida a qual estou conectado e que eles podem se beneficiar dessa conexão. Ou, pra pôr de outro jeito, eu busco por um irromper que não só ocorram em “reuniões de cura”, mas num contexto menos visível.

Eu entendo porque pessoas se tornam pós-(evangélicas, carismáticas…), pios rótulos são muito limitadores. E eu posso ser, também, um pós-qualquer coisa. Porém tenho de ser definido pelo que eu sou ao invés pelo que eu não sou. Tenho de ser definido pela narrativa bíblica. E quando essa narrativa me define eu não vejo alternativa senão ser pressionado a ser moldado com uma expectativa pelo sobrenatural. Isso é uma das minhas paixões quando buscamos viver nossas vidas em novos terrenos. Um grande desafio é permanecer em contato com a presença celestial ao abraçarmos esse mundo com mais totalidade. O Jesus de Efésios 4 preencheu todas as do ponto mais alto ao mais baixo.

Entretanto, aqui existem coisas a serem consideradas. Nós podemos ter nossa teologia de cura um pouco mais matizada. 25 anos atrás a minha era bem simples. A alternativa, contudo, não é orar ‘se for a tua vontade’, mas maturidade também para viver com o mistério. O tipo de abordagem mais “confesse e creia” acha o mistério algo difícil; a abordagem “se submeta à soberania” descobre que é difícil crer em Deus e experimentar uma mudança. Então há outro caminho que não é simples entre os dois.

E, atualmente, tenho lutado com (por favor, me perdoe!!) é o “lá fora” sobrenatural para todos os crente? Há uma redescoberta de alguns elementos místicos de nossa fé (novidade e tudo mais). É a norma? Ou é parte do cristianismo normal? Essas duas questões não são necessariamente a mesma. OK batalho nisso porque eu aprendi um pouco com os anos que eu não sei o tanto que pensava saber 25 anos atrás.

O que eu sei – ou, pelo menos, penso saber – é que nós temos insistir pela presença celestial para que quando experimentamos o romper como estes, tudo pode mudar. Hoje sou muito grato pelas pessoas que não podiam andar e andaram, pela surdez que somem e por cânceres que sumiram. Tendo experimentado que eu ainda posso ter tantas perguntas não respondidas, e retroceder algumas vezes e fazer perguntas que nem sempre me levam a algum lugar, mas o Jesus que me tocou sobrenaturalmente, eu quero ser o mesmo Jesus com o qual ando pelo resto dos meus dias.

Divaguei um pouco no hoje no blog, mas eu oro para que seja um encorajamento na sua caminhada. Em meio a oração respondida, e o que possa parecer como uma oração não respondida, nós possamos descansar seguros de que sua presença é maior do que sua atividade percebida.

Fazendo de maneira diferente… 06

(por Martin Scott em 07 de Julho de 2009)

Pensamento sobre “avivamento, tomada 2”. No texto 05 eu escrevi sobre a questão problemática do Constantinianismo. Eu encerrei com estas palavras:

Entretanto, temos uma questão maior com o cenário Constantiniano que herdamos / mantemos que me leva a pondera se “avivamento” é bíblico ou até útil.

E, para os “não conformados” isso não é algo que apenas afeta onde há uma igreja de estado, mas na igreja ocidental, com o (ab)uso de poder, muitas das campanhas de cunho político, o desejo por uma nação cristã / cristianizada, etc., me faz pensar que existe algo que não é saudável na maioria das formas de igreja. (Para uma crítica, embora seja uma perspectiva dos EUA, o livro O Mita de uma Nação Cristã [The Myth of a Christian Nation] de Greg Boyd é uma boa leitura.)

Muitos avivamentos afetaram as moralidades e as normas das sociedades (bom), mas acabou em uma investidura daqueles que são convertidos à custa daqueles que não são. Eu penso que a ênfase atual nas 7 montanhas pode, também, ter esse efeito – é por isso que prefiro falar em portões de influência, sem um portão da igreja/religião, e peço que entendamos que influência não deve ser igual a controle ou tomada de poder – e que nós também necessitamos de compreender a vitória da ‘falha’.

Avivamentos, tal como conhecemos, têm visto muitos serem “varridos para o reino”, mas minha esperança agora é por algo mais lento, um crescimento gradual. (A igreja primitiva cresceu cerca de 40% por década durante os primeiros 300 anos.) Temos de aprender a ocupar o espaço a fim de ver uma transformação a longo prazo, lidar com história – boa parte sendo história da igreja – pouco a pouco. De outra forma estaremos substituindo poderes antigos por poderes novos que são simplesmente a forma religiosa do poder antigo. (Salomão foi um filho de Davi ou uma ‘re-encarnação’ de Faraó?… veja na narrativa de onde vem o próximo rei, e como a questão de bezerros de ouro aparece novamente…)

Minha perspectiva é que nós precisamos ver a igreja ainda mais enfraquecida se queremos ver algo restaurado à sua autenticidade. Há uma falta de compromisso errônea com o poder que precisa ser quebrada.

Avivamento – sim. Trazer a vida original para que flua no corpo (isso deve ser a resposta de Deus ao caminharmos com ele). Varrer milhares para o reino em meses – por favor, Jesus, traga pessoas a um conhecimento genuíno de si mesmas… mas esse conceito também me assusta ao considerar o que nós iríamos ‘fazer’ com números maiores. Avive sua igreja, nos enfraqueça, retire as máquinas de autopromoção que trazem engano.

O primeiro lugar onde isso tem de acontecer é o continente europeu – nós demos origem ao pecado – tem de ser confrontado aqui. (E sim, claro, sou bastante influenciado pelo anabatismo nessas reflexões.)

Em resposta à pergunta original de “Você ainda crê em um avivamento?” Sim, mas eu estranhamente espero que não o experimentemos à maneira clássica. A igreja primitiva teve um crescimento constante e não absurdo, mas tão consistente: seria esse o crescimento do reino?
Paulo cria que um grupo de menos de 200 crentes seria capaz de mudar situações entre mais de 200.000 pessoas (eu vejo essa imagem de 1 em 1000 explícita em sua correspondência aos coríntios). Jesus teve fé em 12 para isso?????

Onde quer que as pessoas venham à fé eu me alegro. Onde o povo de Jesus perde seu desejo de ser significante, encontram a si mesmos marginalizados, mas no processo descobrem o Deus vivo que os aviva, e então secretamente semeiam suas vidas na terra, eu me alegro. Isto é a última coisa que deve acontecer se vamos ver a autenticidade do evangelho brotar. O avivamento do evangelho.

Então o que eu teria feito de outra maneira:

  • Menos triunfalismo;
  • Melhor entendimento de aparentes derrotas e falhas, mas como sendo ferramentas essenciais para ser eficaz;
  • Uma visão a longo prazo além de números;
  • Disposição de estar em jornada com aqueles que vivem a tensão do ‘pronto’ mas ‘não ainda’.

Porém, pela graça de Deus, eu continuaria a provocar uma expectativa num irromper sobrenatural para que o reino dos céus. Porém, pela graça de Deus, eu continuaria a provocar uma expectativa num irromper

Fazendo de maneira diferente… 05

(por Martin Scott em 02 de Julho de 2009)

Recebi recentemente um e-mail com o seguinte:

Pergunta rápida: Você ainda crê em um “avivamento”? Adoraria ouvir suas idéias.

Minha resposta começou com ‘Grande pergunta…’

Quando vim a Cristo o autor que me moldou foi Charles Finney, o avivalista da Nova Inglaterra. Em 1976 tive o privilégio de estar, por um mês, na casa da pessoa que tinha a maior biblioteca de Finney (todos os exemplares de O Evangelista de Oberlin, por exemplo. [Conexão com JOCUM – para os que se lembrarem de Gordon Olson.]

Como também cresci em Orkney, ainda havia conversas sobre o avivamento Lewis. Fiquei convencido de que avivamento era algo normal.

Depois estive envolvido com o “plantando sementes para o avivamento” em Westminster (um grande obrigado a Gerald Coates e Dale Gentry). Isso foi, em parte, abastecido por Pensacola. Viajei também para a África no final dos anos 80 e 90 tendo avivamento como um foco.

Escrevi, em 1999, um livro chamado Plantando Sementes para o Avivamento…

Então, é uma grande pergunta. Primeiro, seguindo a linha desta série, sou muito grato por essa jornada. Segundo, essa palavra é um pouco problemática. Todas as palavras carregam uma bagagem, e como as ouvimos é grandemente determinado pelo significado que as damos.

Então talvez eu tenha que seguir em pequenos pedaços nos próximos dias:

(Por hora permita-me usar a palavra, mesmo que mais tarde busquemos mudar a palavra.) Avivamento – sim, estou buscando nisto recuperar algo do NT. Nesse sentido, avivamentos (passados) são tanto extraordinários como comuns. Com maneiras mais próximas à norma do NT e, também, incomuns. Próximo ao NT em que a na proclamação do reino há conversão, sinais irrompendo, e um rompimento radical com o passado. Incomum em dois aspectos: nós não temos um registro da vida diária no NT exceto o relato do avanço da missão apostólica a um novo território (embora Gal. 3 seja muito forte na natureza contínua de milagres e da presença do Espírito); e incomum em que muitos avivamentos de hoje estão num contexto já cristianizado (incluindo Gales, Hebridees, Pensacola etc.).

Portanto eu dou um grande amém aos sinais e maravilhas, transformação da sociedade etc… SIM SIM SIM. Eu creio nisso, oro, tenho expectativa e trabalho nisto.

Entretanto, temos uma questão maior com o cenário Constantiniano que herdamos / mantemos e que me leva a ponderar se “avivamento” é bíblico ou até útil. (Mais amanhã.)